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Modelo de avaliação docente não põe em causa o trabalho nas escolas

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aplicação do modelo de avaliação dos professores exige menos tempo do que o estipulado, tanto na versão do modelo completo como na do simplificado, concluiu a consultora Deloitte, no estudo de impacto do modelo de avaliação dos docentes entregue ao Ministério da Educação.

O estudo conclui que, em média, se despendeu apenas 70 por cento do tempo da redução de componente lectiva que é concedida aos avaliadores da componente cientifico-pedagógica (uma hora por semana por cada três avaliados, durante todo o ano lectivo).

Ou seja, não tem fundamento a noção de que o modelo de avaliação de desempenho docente implica uma carga burocrática e um volume de trabalho incompatíveis com um exercício de qualidade da profissão docente.

Além deste estudo, a Deloitte apresentou um outro onde compara as práticas resultantes da concretização do modelo de avaliação de desempenho docente com as práticas avaliativas em três realidades distintas:

O sector empresarial privado;
A administração pública (SIADAP);
A avaliação de professores adoptada em cinco países da União Europeia.
A Deloitte aponta as semelhanças dos modelos de avaliação da Administração Pública e dos professores, excepto no que respeita ao ciclo do processo, que é de um ano civil na Administração Pública e de dois anos lectivos no caso dos professores.

Comparativamente com a realidade dos outros países europeus considerados - Inglaterra, França, Holanda e Polónia -, ressalta que, na generalidade, o modelo português reúne práticas comuns aos dos outros.

Alguns exemplos desta partilha são: os princípios (a qualidade do ensino, a melhoria dos resultados escolares e o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores), os critérios (é generalizada a adopção de objectivos e competências cientifico-pedagógias como componentes da avaliação) e a integração com outros processos de recursos humanos.

Assim, o resultado da avaliação de desempenho tem consequências, designadamente na carreira, na formação e na remuneração.

O estudo constata ainda que a avaliação de professores é obrigatória em Portugal, em Inglaterra, na Holanda e na Polónia, estando a sua operacionalização a cargo dos órgãos de gestão, com excepção de França, em que compete à Inspecção de Educação.

Para mais informações, consultar:

O Estudo de Impacto do Modelo de Avaliação dos Docentes

Benchmark de Avaliação de Desempenho